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Ama-se o imperfeito. Ama-se o que precisa ser consertado. Ama-se aquilo que pode ser dado ao outro. Concluo, um pouco surpresa, que talvez o amor tenha necessariamente um componente paternal em sua estrutura. Difícil amar um ser independente, que recebe pouco e tem muito pra dar. À este dedicamos sincera admiração e respeito, talvez mesmo uma espécie de adoração. Mas o amor... Só a quem recebe aquilo que é nosso e gentilmente estendemos em oferta generosa. Ama-se a si mesmo no outro. Ama-se aquilo que do eu cresce no outro, floresce e frutifica. Logo, amar não é produtivo... Mas é por natureza frutífero.
Escrito por Raquel às 10h52
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