O FILME
E foi de repente que tudo explodiu numa profusão de cores e sentimentos! Ouvia ao fundo algo suave, contrastante, como as teclas de um piano. Sim, a vida era algo precioso, fazia sentido e tudo valia a pena...
Foi quando as luzes se acenderam. Por dois segundos uma tela mortalmente branca à sua frente era incompreensível. A profusão de cores fora substituída por um burburinho cinza de pessoas que se movimentavam apressadas em filas ininteligíveis. Formigas, pensou.
Por dois infinitos segundos não sabia onde fora jogada. Jogada... E a idéia pareceu-lhe engraçada... Onde estava? Simplesmente não fazia sentido. Não ria mais. Assustou-se quando a sala ficou vazia. Estava sozinha, agora. Num espaço totalmente desconhecido. Medo. Como era possível que de repente... Sim, porque antes tudo fazia sentido... Como era possível?
Vazio. Tela branca. Ar condionado. Pequenos ruídos. Silêncio.
Foi quando sentiu que alguém a tocava. Olhou aquele rosto conhecido que carinhosamente sorria:
_ Acabou. Vamos embora?
Estendeu-lhe a mão e se deixou conduzir...
Escrito por Raquel às 19h36
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