DOMINGO
O fim da tarde se aproximava e eles agora estavam em silêncio. Haviam passado juntos algumas horas largas de tranqüilidade e harmonia. Falaram tanto e havia tanta cumplicidade que a sensação de uma estranha intimidade repentina os envolvia em uma doce atmosfera de alegria. Sim, o encontro fora ao acaso... Estavam ali por acaso, e por acaso se falaram, se conheceram e se gostaram. Tudo num estranho estalar de dedos, como um presente-surpresa da vida... Como se fosse brigadeiro ou ainda... Como se o dia fosse domingo. E sorriram, ali estavam! Mas a tarde acabava... E se despediram. Sem mágoa, nem choro nem nada. Era só mais um presente da vida.
Escrito por Raquel às 15h28
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