Cadeira de balanço
Uma provincia: a minha
Em meio ao cerrado
Àrvores tortas, pequenas, grosseiras
Crescem nas portas
Vilas pequenas
Jardins com roseiras, bem cuidados
Nessa província, por acaso,
Num ocaso,
Sem casacos e gravatas,
A gente de braços dados
Passeia pela praça.
Nessa província, a minha,
De gente brava,
Tem bois e laços
Hortas e galinhas
Doutores, bóias-frias
Se encontrando num abraço.
Esse brilho, esse aço,
O molde desse passo,
Esse orgulho, eu acho,
Constrói gente assim...
Só assim, mas assim...só.
Gente de província
Que não precisa ser dois, três ou quatro...
Simplesmente se é.
E se é feliz.
Escrito por Raquel às 15h12
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