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Acordo. Tem um sol preguiçoso na minha janela, tem a mágica do sol atravessando a vidraça, o mundo todo amanhecendo. A luz espreguiça pela fresta da minha porta e a poeira contra o sol, flutuando...
Perdi um pouco a noção de tempo, encontrei novos parâmetros. Ele se simplifica misteriosamente. Paro, escuto atenta: ritmo cardíaco regular, bulhas normofonéticas, murmúrio vesicular universalmente audível, sem ruídos adventíceos. Ótimo.
Espero. Espelho. Quero: preciso me ver com meus olhos, com toda minha translucência e me enfeitar com rituais próprios. Sentir-me bonita, com meus adornos mais íntimos. Sem pudor, sem medo do ridículo.
Escrito por Raquel às 22h10
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